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Os prós e contras do uso de fortificantes para estimular o apetite das crianças
Na esperança de ver o filho raspar o prato muita gente recorre aos estimulantes de apetite, uma prática que pode ser bastante arriscada. Conheça as vantagens e desvantagens do seu uso e saiba quando eles de fato podem ser eficazes
Por Flávia Pinho
“Meu filho não come, doutor.” Essa é uma das queixas mais ouvidas pelos pediatras de todos os tempos — e hoje, em plena era de epidemia de obesidade, não é diferente. “Costumo dizer que as mães, mais até do que os pais, têm um olhar emagrecedor. Elas sempre acham que os filhos estão abaixo do peso, mesmo que sejam saudáveis”, conta o pediatra Ruy Pupo Filho, autor do livro Como Educar Seus Filhos (Ed. Campus/Elsevier). E a maioria, ele emenda, pede a prescrição de fortificantes para estimular o apetite dos pequenos. Afinal, quem nunca ouviu uma avó ou tia comentando sobre os efeitos milagrosos desse tipo de elixir?

Há cerca de um século os fortificantes têm o suposto poder de fazer milagres — e, acreditam as pessoas, se não funcionarem, mal também não irão causar. Ao contrário do que se pensa, estimulantes de apetites não são substâncias inocentes e podem, sim, provocar efeitos colaterais perigosos se ingeridos sem necessidade.

O tipo mais popular de fortificante não passa de um composto de vitaminas, ferro e cálcio, em proporções que variam de acordo com a marca. E só funciona como estimulante de apetite, garantem os especialistas, se a causa da inapetência for alguma deficiência de nutrientes. Crianças anêmicas, por exemplo, podem se beneficiar. A ingestão de ferro corrige o problema e, como conseqüência, o apetite volta ao normal.

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