BEBÊ RESPONDE
O que é icterícia?
Não se trata de uma doença, e sim de um sintoma - um tom amarelado na pele. Comum em recém-nascidos, ele surge se o fígado não está maduro. "Nos primeiros dias de vida a criança tem de se adaptar ao ambiente fora do útero. E certos órgãos ainda não estão prontos", diz a pediatra Maria Aurora Brandão, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. A cor amarela denuncia que o fígado continua desregulado, quebrando glóbulos vermelhos do sangue depressa demais. E, ao destruir essas células, libera o pigmento bilirrubina. "Alguns bebês não conseguem eliminar essa substância no mesmo ritmo. Daí seu excesso vai para a pele", explica a médica. Apesar de a icterícia assustar - e muito - as mães, quando ela é branda costuma sumir no quinto dia de vida. O olhar clínico dos pediatras e testes de sangue acusam quando isso não vai acontecer naturalmente. Nesses casos, quando o acúmulo de bilirrubina é maior, o biliberço iluminado por luz azul é a saída 100% eficaz. E, calma, mamães, os bebês não sofrem. Aproximadamente 50% dos bebês nascem com icterícia. Ela costuma surgir no segundo dia de vida.

Quando o bebê começa a se mexer dentro da barriga?
A partir da 16ª semana, o pequeno já consegue arriscar os seus primeiros movimentos. "Mas eles são tão sutis que, normalmente, a mãe nem percebe", explica a ginecologista Lúcia Hime, da Faculdade de Medicina de Santo Amaro, em São Paulo. Segundo a especialista, é entre a 18ª e a 20ª semanas, em média, que a gestante começa a sentir os pontapés da criança. Claro que não se trata de uma regra. A percepção varia de acordo com a sensibilidade da mulher - as mães de primeira viagem podem demorar um pouco mais para identificar a movimentação do bebê.

O que é hemangioma?
Alguns bebês nascem com uma mancha vermelha ou violeta que recobre certas áreas do corpo. O desenho, bastante irregular, é provocado por um tumor benigno de pele que concentra vasos sangüíneos - daí a cor. Não é nada grave, mas um especialista deve acompanhar o caso. "Em geral, conforme a criança cresce, há uma regressão espontânea por causa do amadurecimento dos vasos", explica o dermatologista Vitor Reis, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Quando a mancha não desaparece, pode ser feito um tratamento com laser - a técnica é parecida com a que retira tatuagens.

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